Para retenção de queda, o equipamento aplicável é o cinturão de segurança tipo paraquedista. O cinturão abdominal destina-se a posicionamento ou restrição e somente é aceitável quando não houver aplicação de forças de retenção de queda, conforme a ABNT NBR 16489:2017.
A forma correta de uso não depende apenas do modelo ser leve, dorsal ou anunciado como “5 pontos”. A Análise de Risco (AR) e a seleção técnica devem indicar o equipamento e sua configuração, considerando a atividade, o sistema de conexão, a ancoragem e as instruções do fabricante.
O cinturão de segurança tipo paraquedista deve envolver o usuário com fitas desde a região da pélvis até os ombros e possuir meios de ajuste. As fitas precisam permanecer na posição ajustada durante a utilização.
Como os modelos têm fivelas e configurações diferentes, a sequência exata para vestir deve seguir o manual do fabricante. De forma objetiva:
Um cinturão de segurança tipo paraquedista leve é colocado e utilizado pelos mesmos princípios. “Leve” não elimina ajustes nem autoriza uma conexão diferente da indicada pelo fabricante.
A expressão cinturão de segurança tipo paraquedista 5 pontos pode ter significados comerciais distintos, como quantidade de ajustes ou de elementos de engate. Não se deve presumir a função desses pontos. A identificação e a forma de uso devem ser verificadas na marcação e no manual do modelo.
A ABNT NBR 16489:2017, em seu Anexo B.2.1, recomenda que o ensaio de suspensão para avaliação do ajuste seja feito em local seguro, com outra pessoa presente, preferencialmente qualificada em primeiros socorros. Os pés devem permanecer próximos ao piso — o exemplo apresentado é de aproximadamente 100 mm — e deve haver um apoio que permita ao usuário sustentar imediatamente o peso em caso de dor ou desconforto.
O elemento de engate dorsal fica nas costas e, quando classificado e indicado pelo fabricante para retenção de queda, integra a conexão do usuário ao respectivo sistema. Os elementos destinados à proteção contra queda devem ficar acima do centro de gravidade, no peito e/ou nas costas.
Portanto, para saber como usar ou colocar um modelo dorsal, não basta localizar uma argola nas costas. É necessário confirmar que ela é o elemento de engate para retenção de queda indicado pelo fabricante. Essa exigência consta no item 35.6.9.1 da NR-35.
Nos modelos com extensor dorsal, fixo ou removível, o trecho normativo fornecido estabelece uso exclusivo com trava-quedas retrátil e comprimento máximo de 550 mm. A existência desse extensor não autoriza conexão com outros dispositivos.
Também é indispensável diferenciar os componentes:
Na construção civil, a simples existência de trabalho em altura não define automaticamente qual equipamento usar. A AR e a seleção técnica devem indicar o equipamento, os elementos de ligação e a configuração do sistema.
Para posicionamento com suporte parcial, a ABNT NBR 16489:2017, item 12.6.3, recomenda equipamento em conformidade com as ABNT NBR 15836 e 15835, com elementos laterais na cintura ou elemento abdominal central, além de um elemento específico para o sistema de proteção individual contra queda. O elemento de posicionamento não substitui o elemento indicado para retenção de queda.
No acesso por cordas, o Anexo I da NR-35 descreve normalmente dois sistemas de segurança fixados de forma independente: um para acesso e outro como corda de segurança, utilizado com cinturão de segurança tipo paraquedista.
Quanto à pergunta “NR-35: o que se entende por suspensão inerte?”, os trechos fornecidos não apresentam sua definição formal. Não se deve confundir esse conceito com o ensaio controlado de suspensão para ajuste descrito na ABNT NBR 16489. Para a definição e os procedimentos aplicáveis, consulte o texto integral vigente da NR-35 e o planejamento de emergência e resgate da atividade.
Usar corretamente o cinturão de segurança tipo paraquedista significa vestir e ajustar conforme o fabricante, conectar somente ao elemento indicado para retenção de queda e respeitar a configuração definida pela AR e pela seleção técnica. Termos comerciais como “leve”, “dorsal” ou “5 pontos” não substituem a verificação das marcações, da finalidade de cada elemento e da compatibilidade entre os componentes.
O uso correto começa pela Análise de Risco, seleção técnica e consulta ao manual do fabricante. Vista o equipamento conforme a sequência indicada, ajuste as fitas da região pélvica aos ombros e confirme a estabilidade do ajuste. A conexão deve utilizar somente os elementos de engate e configurações previstos para a atividade.
Em um modelo dorsal, é necessário identificar pelas marcações e pelo manual se a argola nas costas é o elemento de engate indicado para retenção de queda. Não basta localizar a argola dorsal: a conexão deve atender à indicação do fabricante, à Análise de Risco e à seleção técnica do sistema de proteção.
A expressão “5 pontos” pode ter significados comerciais diferentes, como quantidade de ajustes ou de elementos de engate. Por isso, não se deve presumir a função de cada ponto. Antes de usar, verifique as marcações e o manual do modelo para identificar os elementos de engate e a forma correta de ajuste.
Um cinturão paraquedista leve deve ser colocado e utilizado pelos mesmos princípios aplicáveis aos demais modelos. A característica de ser leve não elimina a necessidade de ajustar as fitas corretamente nem permite usar uma conexão diferente daquela indicada pelo fabricante, pela Análise de Risco e pela seleção técnica.